Manaus recebe no próximo sábado (31), às 20h, o evento “Rainha do Reggae”, uma celebração da presença feminina dentro do movimento reggae e sound system na capital amazonense.
A iniciativa é realizada pelo Coletivo Rudi, em parceria com a Batalha da Diversidade, e acontece no Espaço Cultural Curupira Mãe do Mato.
A programação propõe uma imersão na cultura das batalhas líricas e da musicalidade afro-caribenha, reunindo artistas mulheres e fortalecendo narrativas de identidade, pertencimento e resistência por meio do reggae, do dancehall e do hip hop.
Um dos destaques da noite é a batalha de rima protagonizada por 11 MCs, que disputam premiações no microfone inspiradas nas tradicionais sound clashes da Jamaica.
A dinâmica coloca as artistas frente a frente, improvisando versos sobre riddims populares e tradicionais, elemento central da cultura sound system.
Encerrando o evento, o público é convidado a participar de um baile de dancehall, comandado pelos DJs Ravi, Nico (Coletivo Rudi), Rara (Gana) e Criolla.
A seleção musical percorre diferentes vertentes da música eletrônica de raízes jamaicanas, como dancehall, raggamuffin’, rub a dub, drum n’ bass e ragga jungle.
O “Rainha do Reggae” reafirma o compromisso do Coletivo Rudi e da Batalha da Diversidade em fortalecer narrativas artísticas de populações negras, indígenas, LGBTQIAPN+ e periféricas de Manaus.
A cultura reggae e hip hop é utilizada como ferramenta de diálogo cultural, ocupação de espaços e construção de pertencimento.

Coletivo Rudi: reggae, território e resistência
Fundado em 2024, o Coletivo Rudi é um coletivo manauara de reggae e sound system que tem como objetivo promover e celebrar, de forma gratuita e acessível, a musicalidade de raízes jamaicanas nas ruas de Manaus. O grupo atua com foco em estilos como reggae roots, rocksteady, ska, dancehall e dub.
O coletivo é formado pela jornalista, DJ, produtora cultural e fotógrafa Nico Ambrosio e pelo grafiteiro e produtor cultural Vitor Maia. A atuação do Rudi cria pontes entre territórios e sons, resgatando a trajetória do reggae, que chegou à Amazônia por mares e rios e ganhou força nas radiolas e aparelhagens entre as décadas de 1970 e 1980.
De forma independente, o Coletivo Rudi já realizou eventos em praças públicas de Manaus, reunindo DJs, seletores, MCs e toasters da cena local.
O grupo valoriza trajetórias de pessoas negras, indígenas e LGBTQIAPN+ e mantém parcerias com artistas e coletivos como Batalha da Diversidade, DJ Zulu MC Fino, Caboclos Sound System, Damas do Reggae e DJ Ravi Veiga.