Após o lançamento físico realizado na comunidade de Nazaré, no distrito ribeirinho de Porto Velho (RO), o Boi Curumim disponibilizou ao público o videoclipe da música “O Boizinho Encantado”, agora no canal oficial do grupo no YouTube.
O vídeo, que integra um projeto audiovisual premiado em edital estadual, destaca, em imagens e narrativa, a alegria, o movimento, as fantasias e a beleza natural da própria comunidade onde o boi nasceu.
A obra celebra o cotidiano cultural e a força de uma tradição que se mantém viva através das gerações com figurinos cuidadosamente elaborados e cenas que mostram a identidade e o orgulho dos moradores da região.
Origem e tradição
O Boi Curumim tem sua origem na comunidade de Nazaré, no Baixo Madeira, onde nasceu como uma manifestação cultural local há mais de 50 anos. Ao longo de sua trajetória, tornou-se uma referência cultural importante, mantendo vivas tradições folclóricas que se misturam com as práticas ribeirinhas e caboclas da Amazônia — como a dança do seringandô, quadrilha tradicional e o carimbó, que fazem parte do amplo repertório cultural do Festival Cultural de Nazaré.
Essa festa, que acontece tradicionalmente nos meses de julho, foi oficialmente reconhecida como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial de Rondônia.
“O Boizinho Encantado” foi composto por Timaia Nunes, atual coordenador do Boi Curumim, que também assina a direção criativa da obra audiovisual. Segundo ele, o videoclipe representa muito mais do que uma produção artística: é um instrumento de afirmação cultural e celebração da comunidade.
“O Boi Curumim é a materialização do encanto e da alegria da nossa comunidade. Ele guarda nossa história e a forma como aprendemos a expressar quem somos”, afirma Timaia.
O videoclipe integra o projeto contemplado no Edital 01/2024 da SEJUCEL – LPC – Audiovisual, na categoria de obras de vídeo de diversos formatos.
A iniciativa destaca a importância do incentivo público para a continuidade e a valorização das manifestações culturais tradicionais, especialmente em contextos ribeirinhos, onde os desafios logísticos podem dificultar a difusão artística.