O fotolivro “Raízes do Juruá: retratos da Amazônia acreana”, fruto do projeto homônimo contemplado pelo Edital de Fomento e Incentivo à Cultura – Arte e Patrimônio (06/2024), da Política Nacional Aldir Blanc, por meio da Fundação Elias Mansour (FEM), será lançado por Paulo Henrique Costa em duas datas no município de Cruzeiro do Sul (AC): dia 2 de agosto, no Centro Eclético Passarinho Branco, e dia 16 de agosto, na Geaga Cafeteria.

Com uma abordagem estética e documental, o trabalho propõe uma apresentação visual do Vale do Juruá (território localizado no extremo norte do país) e busca ampliar as narrativas sobre o cotidiano das populações que habitam a região. Entre retratos, paisagens e registros sensíveis, o fotolivro reafirma o protagonismo dos acreanos, em especial daqueles que vivem no Vale do Juruá, e revela as belezas naturais e culturais de um território marcado por resistência, memória e pertencimento.
“Esse trabalho é um gesto de amor pelo meu território e uma tentativa de reposicioná-lo no centro das discussões sobre meio ambiente, memória e identidade. O Juruá é o coração do mundo e suas imagens merecem ser vistas e compreendidas como parte fundamental da história brasileira. Raízes do Juruá tem como objetivo reposicionar a Amazônia acreana no centro das narrativas visuais brasileiras”, afirma Paulo Henrique Costa.
A publicação conta com curadoria e coordenação editorial de Marly Porto, projeto gráfico de Júlio Matos, e textos assinados por Carlos Chauca, Veronisa Viana e Marly Porto. A produção é da Porto de Cultura e a impressão ficou a cargo da Gráfica Coktail. O lançamento do fotolivro marca mais um passo na trajetória de Paulo Henrique Costa, que vem se consolidando como um dos nomes em ascensão na fotografia autoral amazônica, com um trabalho voltado às questões socioambientais, territoriais e culturais da região.
Sobre o autor
Homem negro, gay, amazônida, fotógrafo autoral e documental e comunicador socioambiental. Natural de Cruzeiro do Sul (AC), Paulo Henrique Costa é mestre em Ciências Ambientais e graduado em Engenharia Agronômica, com sólida atuação em projetos socioambientais em comunidades tradicionais do Vale do Juruá. Seu trabalho fotográfico concentra-se nas amazonidades acreanas, registrando o cotidiano dos povos da floresta, os impactos das mudanças climáticas e a relação profunda entre as comunidades e seus territórios. Suas imagens revelam a singularidade cultural e paisagística do Acre e utilizam a fotografia como ferramenta de resistência frente ao apagamento histórico e geográfico da região. Vencedor do Prêmio Marc Ferrez de Fotografia, do 4o Festival PhotoThings e do Concurso de Fotografia do CAU/AC.
