Diante dos diversos casos de discriminação racial reportados em jogos de futebol, principalmente pela Copa Libertadores da América, marcas e empresas se mobilizaram por meio de campanhas para repudiar os atos e falas racistas.
Amstel se uniu ao Observatório da Discriminação Racial no Futebol na campanha “Barulho contra o racismo” com o objetivo de convocar torcedores, formadores de opinião, jogadores, ex-atletas e influenciadores digitais a se manifestarem contra o racismo nos estádios. Iniciada ao fim de junho, a ação foi veiculada nos painéis de publicidade nos campos, anúncios geolocalizados e em nota nas redes sociais.

Vanessa Brandão, diretora de marketing das marcas mainstream do Grupo Heineken no Brasil, disse ao site Observatório da Discriminação Racial no Futebol que “Há anos, a Amstel busca promover discussões relevantes que possam contribuir para a sociedade por meio de suas iniciativas, e dentro do nosso patrocínio à Libertadores não é diferente. Nos unimos ao Observatório da Discriminação Racial no Futebol com o intuito de criar cada vez mais diálogo sobre esse tema e apoiar esta organização que compartilha de nossos valores e trabalha na construção de um futebol mais inclusivo e respeitoso.”
Não podemos mais nos calar com os casos de racismo no campo. Você está convidado a participar desse movimento da Amstel com @ObRacialFutebol no início de Corinthians x Boca Jrs. Vamos fazer barulho contra o racismo juntos! #BarulhoContraORacismo #BebaComModeração pic.twitter.com/QdVFDWEXNb
— Amstel (@AmstelBrasil) June 28, 2022
Já a Ford promove a campanha “Sim ao esporte. Não ao racismo” e apoia a ação de Amstel e Observatório da Discriminação Racial. Num post em seu perfil oficial no Instagram, a empresa se posicionou e reforçou seu apoio a luta antirracista:
“A Ford repudia e lamenta toda e qualquer manifestação de racismo, a exemplo dos acontecimentos recentes durante os jogos da CONMEBOL Libertadores. Nós celebramos e incentivamos o esporte como uma importante ferramenta para todos que acreditam na superação de limites.”
Ver essa foto no InstagramUma publicação compartilhada por Ford Motor Company | Brasil (@fordbrasil)
Por meio do site Reclame Aqui, um torcedor questionou “até quando os patrocinadores, em específico a Ford, vão se silenciar com relação aos casos de racismo na Libertadores”. A montadora respondeu:
“É papel de todos nós nos posicionarmos contra manifestações de racismo, e é por isso que estamos substituindo todas as nossas ações promocionais de produto relacionadas à Libertadores pela campanha ‘Sim ao Esporte. Não ao Racismo’.”
Agora é lei
Segundo o Observatório da Discriminação Racial no Futebol, a Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira, 6, o projeto da Lei Geral do Esporte, que reformula direitos e deveres de atletas, clubes e torcedores. Um dos destaques do texto é o aumento da punição para crimes de torcida. Os que são ligados a casos de racismo ou cometido contra as mulheres terão pena dobrada. O projeto também prevê a aplicação da pena de reclusão de um a dois anos e multa para o torcedor que participar de brigas de torcidas.