AmazôniaNotícias

Conheça Claudio Santoro e seu legado para a arte brasileira

Poucas pessoas sabem, mas um dos grandes nomes da música clássica brasileira é amazonense. Nascido em Manaus, em 23 de novembro de 1919, ao longo de sua vida dedicada à arte, Claudio Santoro atuou como violinista, maestro, compositor e professor de música. Hoje, em homenagem aos seus 102 anos e para exaltar sua importância à cultura do nosso país, preparamos uma matéria especial sobre o artista.

Foto: Reprodução/Internet

A música esteve presente na vida de Claudio Santoro ainda dentro de casa: seu pai, oficial do exército italiano, tocava piano e era um exímio cantor. Logo, o interesse do menino pela área surgiu muito cedo e apenas aos 11 anos de idade ele iniciou os estudos de violino. Aos 14 anos, com o apoio do governo amazonense, que enxergou seu potencial, recebeu uma bolsa para o Conservatório de Música do Distrito Federal, no Rio de Janeiro, onde estudou violino, harmonia e musicologia, concluindo o curso em 1937. 

No ano seguinte, Claudio deu início a uma grande paixão e ingressou no mundo da educação e pedagogia ao assumir o cargo de professor assistente de violino no mesmo lugar onde iniciou seus estudos. A partir de então, sua carreira apenas decolou, dentro e fora do Brasil, e ele passou a viajar pelo mundo para se apresentar, participar de eventos e cursos de aperfeiçoamento. 

Enquanto professor, Claudio Santoro também coordenou o Departamento de Música da Universidade de Brasília (UNB), do qual foi criador, e saiu durante o Regime Militar por não concordar com os ideais da ditadura, período em que diversos professores foram demitidos. Em março de 1979, fundou a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília, que dirigiu até sua morte e, hoje, leva seu nome.

Claudio Santoro faleceu em 27 de março de 1989, em Brasília, fazendo o que mais amava: ele regia um ensaio da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília. 

Após a sua morte, diversas homenagens foram feitas, segundo o site que apresenta sua bibliografia completa. Orestes Quércia, então governador de São Paulo, assinou decreto nomeando o Auditório de Campos de Jordão como Auditório Claudio Santoro, a Prefeitura de Uberlândia também deu seu nome a uma praça e a Prefeitura de Cascavel, a uma Sala de Espetáculos. Em Brasília, o Teatro Nacional de Brasília passou a ser chamado de Teatro Nacional Claudio Santoro. No Amazonas, uma escola dedicada especialmente à formação de artistas leva seu nome: o Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro foi fundado em 1998.

Mais recentes

Amazônia

Cachaça de jambu leva sabor amazônico e paixão pelos bumbás para o Festival de Parintins 2026

Bebida produzida com jambu aposta em referências aos bois Caprichoso e Garantido durante a temporada bovina
EventosMúsica

Thiago Martins comanda edição do ‘PDL – Pé na Areia’ em Manaus neste domingo (24)

Evento acontece na Arena Paris, na Ponta Negra, e reúne atrações locais e nacionais do samba e pagode
AmazôniaArteEventos

Exposições que celebram os 19 anos do Centro Cultural dos Povos da Amazônia seguem abertas para visitação em Manaus

Mostras fotográficas gratuitas destacam patrimônios históricos, paisagens e identidades amazônicas
Arte

Exposição ‘Neo Barroco’ chega a Cametá com obras inspiradas na arquitetura amazônica

Com referências ao barroco amazônico e à Pop Art, exposição itinerante promove programação gratuita em Cametá
Amazônia

Cachaça de jambu leva sabor amazônico e paixão pelos bumbás para o Festival de Parintins 2026

Bebida produzida com jambu aposta em referências aos bois Caprichoso e Garantido durante a temporada bovina
EventosMúsica

Thiago Martins comanda edição do ‘PDL – Pé na Areia’ em Manaus neste domingo (24)

Evento acontece na Arena Paris, na Ponta Negra, e reúne atrações locais e nacionais do samba e pagode
AmazôniaArteEventos

Exposições que celebram os 19 anos do Centro Cultural dos Povos da Amazônia seguem abertas para visitação em Manaus

Mostras fotográficas gratuitas destacam patrimônios históricos, paisagens e identidades amazônicas
Arte

Exposição ‘Neo Barroco’ chega a Cametá com obras inspiradas na arquitetura amazônica

Com referências ao barroco amazônico e à Pop Art, exposição itinerante promove programação gratuita em Cametá

Relacionadas

Amazônia

Cachaça de jambu leva sabor amazônico e paixão pelos bumbás para o Festival de Parintins 2026

Bebida produzida com jambu aposta em referências aos bois Caprichoso e Garantido durante a temporada bovina
AmazôniaArte

Projeto transforma resíduos do Festival de Parintins em design, renda e novo negócios

Projeto desenvolvido com artesãos locais incentiva sustentabilidade, inovação e novas possibilidades de mercado após o festival
AmazôniaFilmes, séries e TV

‘As Aventuras de Priscila’ estreia em Roraima com animação sobre preconceito e diversidade cultural

Curta-metragem produzido pelo grupo Curupira Show terá sessões em Boa Vista e Bonfim ainda neste mês
Acessar o conteúdo