Por Ariel Bentes e Isabella Botelho; 25/11/2019 às 17:07

#MercadizarIndica: redes de enfrentamento à violência contra a mulher

No dia Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, conheça três organizações que buscam dar apoio às vítimas

De acordo com uma pesquisa feita pelo Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), entre fevereiro de 2018 a fevereiro de 2019, cerca de 1,6 milhão de mulheres foram agredidas fisicamente. No Amazonas, somente no primeiro semestre de 2019, mais de 13 mil casos, entre lesão corporal e difamação, foram registrados no estado, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP/AM). 

Dados como esses são alarmantes e hoje, 25 de novembro, é o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1999, para alertar a sociedade dos casos de violência sofridos pelas mulheres. Além disso, esse dia foi escolhido em homenagem a três mulheres que foram torturadas e assassinadas, neste mesmo dia, a mando de Rafael Trujillo, ditador da República Dominicana.

Abaixo conheça três organizações que buscam dar apoio às mulheres por meio de atendimentos especializados:

Mapa do Acolhimento 

A ONG Mapa do Acolhimento foi criada em 2017 a partir da necessidade e urgência de combate à violência contra a mulher no país. Através da plataforma, mulheres que precisam de acolhimento psicológico ou jurídico podem pedir ajuda e terapeutas e advogadas podem se voluntariar, indicando registro profissional e localização.

Conexões que Salvam

Lançada em 2018, a Conexões que Salvam é uma parceria da Think Olga com o Facebook, feita com o objetivo de tornar a Internet um espaço seguro para as mulheres. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), estima-se que 95% dos comportamentos agressivos e difamadores na Internet tenham mulheres como alvo. Entre os ataques mais comuns estão disseminação não consentida de fotos íntimas, ataques coordenados de discurso de ódio e criação de perfis falsos.

A plataforma contém ferramentas para ajudar mulheres que passam por esta situação. Estão disponíveis uma guia para denúncia de casos de violência on-line, um questionário que permite identificar com clareza a situação de violência e um passo a passo de como se proteger no ambiente virtual.

Centro Estadual de Referência e Apoio a Mulher (CREAM)

Vinculado a Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), o Centro Estadual de Referência Apoio à Mulher (CREAM) já atendeu 2.788 mulheres, de janeiro a agosto de 2019. 

Com objetivo de resgatar e fortalecer a sua cidadania, o CREAM promove um atendimento social, psicológico e jurídico a mulher que sofreu com alguma violência. Composto por uma equipe de profissionais de diversas áreas, o Centro também desenvolve estratégias que visam estimular a autoestima da mulher, a quebra do ciclo de violência e a prevenção de novos casos. Além disso, em parceria com o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), o CREAM oferece cursos de qualificação para as mulheres. 

O Centro Estadual de Referência e Apoio a Mulher fica localizado na Av. Pres. Kenedy, bairro Educandos. Para mais informações, entre em contato por meio do telefone (92) 3624-5370.

Devemos lembrar que, graças a Lei Maria da Penha (Lei 11.340 de 2006), todas as mulheres brasileiras têm o direito de acessar uma rede de serviços públicos criados especialmente para atuar na prevenção e no combate à violência contra as mulheres. Infelizmente, nem todas sabem como eles existem e nem como funcionam. Conheça os nossos direitos:

Ligue 180

O número 180 é a porta de entrada ao atendimento de mulheres em situação de risco em todo o país. O serviço é gratuito, monitora os equipamentos públicos e faz o levantamento dos registros. 

Lei Maria da Penha

Criada em 2006 e nomeada em homenagem a Maria da Penha Maia Fernandes, vítima de violência do próprio marido durante 23 anos, a Lei 11.340 criminaliza a violência física, psicológica, moral, patrimonial e sexual contra a mulher. Estabelece medidas de prevenção, proteção e o atendimento multidisciplinar gratuito. Além disso, cria os juizados especiais de violência doméstica e familiar. 

Atendimento humanizado

Instituído pelo decreto 7.958, de 13 de março de 2013, estabelece diretrizes ao atendimento às vítimas de violência sexual pelos profissionais de segurança pública e da rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), como acolhimento, escuta, orientação e fornecimento de informações e transporte para mulheres vítimas de violência. 

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