Isabella Botelho; 04/05/2020 às 09:30

Dia de Star Wars: Como a franquia impactou gerações

A franquia é considerada o maior blockbuster da história do cinema

Na trama, os eventos acontecem há muito tempo, em uma galáxia muito distante. No mundo real, Star Wars atrai uma legião de fãs do mundo todo que, ano após ano, segue empolgada para saber os novos desdobramentos das guerras galácticas.

O impacto de Star Wars atravessa gerações: a primeira trilogia foi lançada entre os anos 1977 e 1983; a segunda, entre 1999 e 2005; a terceira teve início em 2015 e, em dezembro de 2019, arte dessa história, que durou mais de 40 anos, foi encerrada com a chegada de A Ascensão Skywalker, nono filme da saga. 

Com uma tríade de trilogias e centenas de produtos derivados, pelo menos três gerações diferentes cresceram assistindo à saga e passando adiante sua paixão pelo universo criado por George Lucas.

Para muitas pessoas, Star Wars deixou de ser mero entretenimento e foi agente real para transformações. Por que não aproveitar esta segunda-feira, 4, Dia de Star Wars, para relembrar o impacto da saga em nossas vidas? 

Vidas transformadas

Átila Menezes, jornalista manauara e CEO do blog 1 Minuto Nerd, dedicado à cultura pop, teve sua vida transformada pela saga. Em entrevista ao Mercadizar, ele contou que acompanha os filmes desde sua infância e que, com a ajuda e inspirado pela Princesa Leia, passou por momentos difíceis durante a adolescência. 

“Acompanho a saga desde pequeno, como um bom nascido no final da década de 1970 e fui uma criança cercada dos brinquedos da saga. Eu nunca quis uma Barbie, eu tinha que ter a Princesa Leia, a guerreira, a rebelde, a que ri da cara do perigo; assim como o Darth Vader, o cara malvado que, até de máscara, mete medo em todo mundo. Tive a felicidade de ter um boneco da Leia e uma máscara do Vader, entre outros brinquedos. O fim da minha infância e o início da minha adolescência não foi nada fácil. Leia me ensinou que tudo pode melhorar se houver resistência ao mal como um todo e persistência nos tempos difíceis. A Princesa me salvou. Devo a Leia a minha vida literalmente”, afirma.

Felipe Bonfim, estudante de Ciência da Computação e també, integrante da equipe do 1 Minuto Nerd, é tão fã de Star Wars que se juntou ao Conselho Jedi Amazonas, fã clube oficial e reconhecido da franquia. Em entrevista, ele contou que passou a acompanhar os filmes ainda no período de lançamento das prequels

“Star Wars impacta na minha vida em diversas formas. A questão sobre desigualdade social e política me leva a entender que ambos os lados tem seus prós e contras, e que podemos viver juntos. Abriu mais minha visão sobre o mundo, de como posso ser um diferencial na vida e alguém, que a Força é a nossa Fé e que com ela alcançamos o impossível”. 

Como tudo começou?

Em 1971, George Lucas, um cineasta recém-formado, tinha o desejo de dirigir uma adaptação cinematográfica dos quadrinhos do herói Flash Gordon, personagem criado pelo desenhista americano Alex Raymond em 1934. Nas tirinhas, ele era retratado como um herói que vivia aventuras épicas no planeta Mongo, um local sob o governo autoritário e impiedoso do imperador Ming.

Sem êxito na obtenção dos direitos do personagem, Lucas decidiu criar sua própria história de aventura espacial. Além dos quadrinhos dos anos 30, ele se inspirou em filmes de faroeste dos anos 50 e 60, filmes de samurai do cineasta japonês Akira Kurosawa e em Metrópolis, ficção científica dirigida pelo alemão Fritz Lang. 

Lucas apresentou em 1973 uma sinopse de duas páginas do primeiro filme Star Wars para o estúdio Fox, que prontamente se interessou e decidiu produzir o projeto. A trama inicial contava a história de Luke Skywalker que, numa galáxia muito distante, partia em uma série de missões junto de seus amigos para tentar destruir o autoritário Império Galáctico. 

Quatro anos após a apresentação da sinopse, o longa estreou nos Estados Unidos e foi um sucesso. Em 1980, Lucas lançou O Império Contra-Ataca, continuação direta do anterior e considerado, por muitos, o melhor filme de toda a saga. Três anos depois, O Retorno do Jedi chegou aos cinemas do mundo todo, encerrando o confronto de Luke Skywalker e da Aliança Rebelde com Darth Vader e o Império Galáctico. 

Entre 1983 e 1992, Star Wars ficou longe dos cinemas. No início da década de 1990, Lucas anunciou que desenvolveria mais uma trilogia de filmes mas, dessa vez, focada na origem de Darth Vader. O primeiro longa da segunda trilogia, A Ameaça Fantasma, estreou em 1999 e é considerado o pior filme de toda a saga. 

Em 2002, Lucas lançou O Ataque dos Clones, longa que se dedicou a aprofundar no funcionamento político da galáxia antes do surgimento do Império. Três anos depois, A Vingança dos Sith estreou, mostrando o último capítulo da transformação de Anakin Skywalker em Darth Vader e o golpe de estado que derrubou a República e instituiu o Império.

No ano de 2012, a Disney comprou a produtora Lucasfilm, de George Lucas, e todas as suas propriedades intelectuais. Com a transação, o conglomerado anunciou uma nova trilogia, ambientada cerca de 30 anos após o desfecho de O Retorno do Jedi.

O Despertar da Força, primeiro filme da era Disney, chegou aos cinema em 2015, sob a direção de J. J. Abrams. A continuação, Os Últimos Jedis, dirigida por Rian Johnson, estreou em 2017. A nova trilogia de longas encerrou em 2019 com A Ascensão Skywalker, que também contou com J. J. Abrams na direção.

A Disney também produziu dois outros filmes com tramas paralelas à saga principal: Rogue One, de 2016, e Han Solo, de 2018. Além dos longas, o conglomerado também lançou em 2019 a série The Mandalorian, disponível no serviço de streaming Disney+. 

Impacto cultural 

Dois anos antes da estreia do primeiro longa da franquia Star Wars, Steven Spielberg, amigo próximo de George Lucas, lançou Tubarão, considerado por muitos o primeiro blockbuster – conceito que define longas extremamemnte populares e que são lançados em larga escala – de todos os tempos. 

A partir de Star Wars, o conceito de blockbuster ganhou ainda mais força em Hollywood: os estúdios perceberam o potencial comercial de longas com histórias que combinassem o grande apelo popular e uma série de efeitos especiais.

Star Wars é o maior blockbuster da história. É o maior fenômeno da cultura pop.  Além de ser o gatilho para uma mudança de mentalidade dentro da indústria, a saga influenciou toda uma geração de cineastas e futuros cineastas que fizeram filmes significativos como Peter Jackson, vencedor do Oscar por O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei

 

*O Mercadizar não se responsabiliza pelos comentários postados nas plataformas digitais. Qualquer comentário considerado ofensivo ou que falte com respeito a outras pessoas poderá ser retirado do ar sem prévio aviso.